sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Secretário comete equívoco em nota pública sobre progressão

Secretário de Educação Dhony Nergino. Foto: Garoto Beleza.
O Secretário de Educação de Altaneira-CE, de fato, cumpre com parte do prometido ao assumir a Secretaria, e faz mais do que o anterior no quesito "valorização do magistério". O Secretário anterior Deza Soares, tio do Prefeito, ficou conhecido na história como o único a não conceder reajuste financeiro a categoria durante sua gestão. O atual Secretário, mesmo deixando para trás a grande desvalorização salarial sofrida em quase quatro anos sem reajustes, em seu prmeiro anos a frente da Secretaria, compactuou com os 10% de reajuste cedido a categoria. 


Acredito que existe um equívoco nas colocações e considerações do nobre Secretário no tocante a progressão dos professores.

Em janeiro de 2015, os professores deveriam ter recebido o chamado triênio, aumento salarial de 3%, direito adquirido através do PCCR. Como não foi concedido tal direito e somente agora em janeiro de 2016 que se entende existir recursos para tal, os gestores deveriam entender que devem pagar o retroativo perdido durante todo ano de 2015.

O entendimento de pagar 4% durante o período de 2016 não irá compensar o prejuízo sofrido pela categoria durante o ano de 2015, tendo em vista que esse ano já conquistamos mais 1% por ter mais um ano de trabalho (2015) contabilizado. Se a categoria aceitar, o que deverá acontecer, perderá todo o retroativo de 2015. Pois esses 4% já é de direito, apenas deveria durante mais 3 anos ser pago o reajuste de 3% e em seguida começar a pagar mais um reajuste de 3%. Ou seja, o capital a um reajuste de 3% durante três anos renderia muito mais do que com o reajuste de 4% durante dois anos. Isto é, o prejuízo não será recompensado, pelo contrário, tornará um prejuízo eterno e sem solução.

Matematicamente:

Suponha que um professor ganhe R$ 1.000,00, em 3 anos, com o reajuste de 3%, receberia R$ 1.080,00 de reajuste. Já se o professor com o mesmo salário, receber o reajuste de 4% por dois anos, perfaz apenas R$ 960,00 de reajuste, um prejuízo de algo em torno de R$ 120,00. Levando em consideração o salário de R$ 1.000,00, o que não acontece em nosso município. Ou melhor, aqui em Altaneira todos os professores ganham acima dessa quantia. Quem ganha acima de R$ 3.000,00, o prejuízo ultrapassará a cifra de algo em trono de R$ 370,00.

Acredito que isso deva ser corrigido e encontrado a melhor saída. Uma delas seria, conceder o reajuste de 3% e calcular o retroativo relativo ao ano de 2015 e ser acordado com o SINSEMA um número razoável de parcelamento para um melhor contentamento e respeito para com a categoria.

É uma conta fácil de fazer.

Com os 3% que o PCCRM nos garante, em três anos teríamos:
3 × 36 meses = 108%. Já os 4% em dois anos dará: 4 × 24 meses = 96%. Dessa forma, 108% - 96% = 12% de perda em todo o período.

Se aceitarmos essa proposta, iremos perder 12% de reajustes durante o período, a melhor proposta é permanecer com os 3% durante o período de direito e combinar um parcelamento do retroativo, assim como foi feito pelo governo do estado com os professores, em que parcelou o retroativo em 4 parcelas.


No entanto, quando com acesso ao projeto, iremos chamar os dirigentes do Sindicato Sinsema e representantes da Secretaria de Educação para debatermos o mesmo e encontrarmos o melhor para nossa categoria.